Nintendinho completa hoje 34 anos de história

O Famicom (abreviação de Family Computer), precursor japonês do Nintendo Entertainment System (apelidado carinhosamente no Brasil de Nintendinho), foi lançado há exatos 34 anos no Japão, no dia 15 de julho de 1983.

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O console foi desenvolvido em segredo no departamento de pesquisa e desenvolvimento da Nintendo desde 1980 pela equipe de Masayuki Uemura. O objetivo inicial era fabricar um console baseado em cartuchos com capacidade de 16 bits e que fosse mais barato que os concorrentes. O console também foi projetado para ter a aparência de um brinquedo, nas cores vermelho e branco, o que mudaria um pouco na versão ocidental que a maioria de nós conhecemos.

Para manter os custos baixos, as sugestões de incluir um teclado, um modem e um drive de disquete foram rejeitadas, e optou-se em vez disso por investir em portas de 15 pinos para incluir acessórios periféricos. A capacidade gráfica também foi rebaixada para 8 bits. O teclado, o modem e o drive de disquetes foram lançados mais tarde como periféricos, junto à famosa pistola Zapper e outros controles especializados.

Os títulos de lançamento do Famicom foram Donkey Kong, Donkey Kong Jr. e Popeye, e o console vendeu bem nos primeiros meses. Porém, as primeiras unidades travavam durante o jogo e a Nintendo teve de fazer um recall pouco antes da alta temporada, suspender a produção e resolver o problema rapidamente, o que lhe custou milhões de dólares na época. O console voltou a ser produzido com uma nova placa-mãe que resolvia o problema, e terminou vendendo muito mais que o seu principal concorrente, o Sega SG-1000: mais de 2,5 milhões de unidades foram vendidas no Japão até o final de 1984.

Enquanto isso, nos EUA, a Nintendo tentou um acordo com a Atari para trazer o console ao mercado norte-americano. Entretanto, com a quebra do mercado de consoles nos EUA e os problemas financeiros da companhia americana, o acordo nunca entrou em vigor. Com a quebra da indústria, os consoles passaram a ser vistos como algo fora de moda e a Nintendo tentou vender o produto como um computador pessoal completo: o Nintendo Advanced Video System com teclado, gravador de fita cassete, e um cartucho interpretador da linguagem BASIC. Até a aparência do console mudou radicalmente para não se parecer em nada com a versão japonesa, trocando o branco e vermelho pelo cinza e adotando uma forma quadrada como a de outros eletrônicos da época. Mesmo assim o sistema, apresentado em 1984, não despertou muito interesse na América.

No ano seguinte (1985), a Nintendo voltaria com uma versão simplificada do AVS, certificando-se de que a sua aparência não se parecesse em nada com um console de e evitando termos associados à indústria de videogames (cartucho, controle, etc.) e rebatizando o sistema de Nintendo Entertainment System (NES). Para evitar a associação com os videojogos, até o compartimento do cartucho mudou de lugar, para a parte frontal do aparelho. Os controles do Famicom, que eram fixos no aparelho, deram lugar a controles que se conectavam através de portas de 7 pinos.

Somente após fortes campanhas de demonstração, muito telemarketing e contratos sem riscos para os compradores, a Nintendo conseguiu 500 varejistas para apoiar o produto e realizar um teste de mercado em Nova Iorque. Nos EUA, o console foi lançado em 18 de outubro de 1985 com uma biblioteca de 18 jogos. Desde então o console decolou no ocidente, ficando à frente dos seus principais competidores, o Atari 7800 e o Sega Master System (exceto no Brasil), e dominando o mercado pelo resto dos anos 1980.

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Duck Hunt, um dos mais icônicos jogos do NES. Nos Vinha incluído na compra do console, em um cartucho que compartilhava com o jogo Super Mario Bros. Para jogar era necessário conectar a pistola.

O presidente da Nintendo, Hiroshi Yamauchi acreditava que a Atari entrou em colapso porque deu liberdade demais às desenvolvedoras e inundou o mercado com jogos ruins (E.T. que o diga). Para resolver este problema, a Nintendo incluiu no seu console um sistema de bloqueio de software não licenciado (pirata) e criou o seu próprio sistema de licenciamento para garantir a qualidade dos jogos. Isto, é claro, sem falar nos jogos que a própria Nintendo desenvolvia, como os da franquia Mario. Por exemplo, Super Mario Bros., cartucho que vinha junto com o console, é até hoje um dos jogos mais vendidos da história, com 7 milhões de cópias vendidas na América e 4 milhões de cópias vendidas no Japão.

Bateu a saudade? A Nintendo lançou recentemente o NES Classic Edition, uma réplica em miniatura do Nintendinho original com 30 jogos clássicos na memória, incluindo Super Mario Bros., The Legend of Zelda, Mega Man 2, Metroid, Castlevania e Kirby’s Adventure.

Link para a página do NES Classic Edition no site da Nintendo.

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