NESmaker will allow you to create your own NES games

 

If you are a hardcore retro gamer, you’ve probably played NES a lot. Now, what if you could create your own games for this classic platform? Well, thanks to Austin McKinley and Joeseph Granato now you can!

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NESmaker is a software that allows you to create your very own NES game using your own graphic assets and, better yet, store it into an actual, playable cartridge! Wanna learn more about this amazing project? Check NESmaker page on Kickstarter:

https://www.kickstarter.com/projects/1316851183/nesmaker-make-nes-games-no-coding-required

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Cinco jogos novos para consoles velhos

Se você tem um console antigo que conserva com carinho, talvez volta e meia ainda jogue algum daqueles clássicos que alegraram a sua infância e adolescência. Mas o que talvez você não saiba é que nem só de colecionismo e emulação vive a comunidade retrô. Neste exato momento, estúdios e desenvolvedores apaixonados por nossos velhos consoles estão desenvolvendo jogos novinhos em folha para eles. Esta é uma lista de quatro incríveis exemplos que vão desaposentar seus velhos amigos:

Unholy Night (SNES, FoxBat)

Unholy_Night_by_FoxBat

Produzido pela Foxbat em parceria com a Nu-Gaia e a Blazepro, a equipe de desenvolvimento deste jogo é formada por ex-membros da SNK que já trabalharam em títulos como Art of Fighting e Samurai Shodown. Este jogo de luta 2D explora a temática de vampiros e lobisomens e será lançado em um cartucho de 32 Megabit.

O protótipo do jogo conta com 6 personagens jogáveis: Blaze, Reinhardt, Emily, Cronos, Wurzel e Nightmare. É possível ver mais imagens sobre o jogo no site oficial da Foxbat (www.foxbat.co.jp), que infelizmente não tem tradução em inglês.

Paprium (Mega Drive, WaterMelon Games)

Paprium_by_Watermelon_Games
Desenvolvido pela WaterMelon Games, do igualmente nostálgico Pier Solar (Mega Drive, 2010), este jogo do gênero briga de rua apresenta excelentes gráficos 16-bit rodando em 60fps, mais de 24 níveis e 5 personagens jogáveis e modo para dois jogadores. O jogo está disponível para compra antecipada e será distribuído em cartucho (imagino se será disponível com o novo Megão da Tec Toy).

Como se não bastasse, na página oficial do jogo (paprium.com) você ainda poderá adquirir o controle Grandstick III, no melhor estilo fliperama, compatível com o Mega Drive e com dispositivos de porta USB.

Intrepid Izzy (Dreamcast, Senile Team)

Intrepid_Izzy_by_Senile_Team

Outra produção da Senile Team (senileteam.com) para você jogar no Dreamcast, ainda há pouca informação disponível sobre este jogo. Mas uma coisa é certa: Intrepid Izzy será um jogo de plataformas com lindos gráficos 2D e animações fluídas. O jogo está captando financiamento coletivo no Kickstarter e, contribuindo com 30 euros ou mais, você receberá uma cópia física do jogo em CD Dreamcast.

The Sword of Ianna (ZX Spectrum 128K e MSX-2, Retroworks)

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Esta joia do estúdio espanhol Retroworks é o seu mais recente título para ZX Spectrum, também disponível para MSX-2. O título apresenta elementos de plataforma, aventura e RPG. Nele, você controlará Jarkum, o último herdeiro e detentor da lendária espada de Ianna, e deverá repetir o feito de seu heroico ancestral Tukaram: derrotar o Senhor do Caos e seus acólitos. O jogo já está disponível para baixar totalmente de graça na sua página oficial.

Full Quiet (NES, Retrotainment)

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Achou que o seu Nintendinho ia ficar de fora? Full Quiet ainda é um mistério para todos nós, mas os desenvolvedores da Retrotainment asseguram que o jogo explorará novas mecânicas de jogo, apresentará controles bem polidos e cenários que exploraram toda a capacidade do console. Tudo indica que haverá passagem de tempo (manhã, tarde, noite) e o mundo será bastante grande e aberto à exploração em sentido tanto horizontal como vertical. Além disso, o jogo também explorará o cenário em profundidade para tentar criar uma experiência 3D única no NES. O jogo deverá estar disponível tanto na Steam como na loja oficial dos desenvolvedores.

Nintendinho completa hoje 34 anos de história

O Famicom (abreviação de Family Computer), precursor japonês do Nintendo Entertainment System (apelidado carinhosamente no Brasil de Nintendinho), foi lançado há exatos 34 anos no Japão, no dia 15 de julho de 1983.

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O console foi desenvolvido em segredo no departamento de pesquisa e desenvolvimento da Nintendo desde 1980 pela equipe de Masayuki Uemura. O objetivo inicial era fabricar um console baseado em cartuchos com capacidade de 16 bits e que fosse mais barato que os concorrentes. O console também foi projetado para ter a aparência de um brinquedo, nas cores vermelho e branco, o que mudaria um pouco na versão ocidental que a maioria de nós conhecemos.

Para manter os custos baixos, as sugestões de incluir um teclado, um modem e um drive de disquete foram rejeitadas, e optou-se em vez disso por investir em portas de 15 pinos para incluir acessórios periféricos. A capacidade gráfica também foi rebaixada para 8 bits. O teclado, o modem e o drive de disquetes foram lançados mais tarde como periféricos, junto à famosa pistola Zapper e outros controles especializados.

Os títulos de lançamento do Famicom foram Donkey Kong, Donkey Kong Jr. e Popeye, e o console vendeu bem nos primeiros meses. Porém, as primeiras unidades travavam durante o jogo e a Nintendo teve de fazer um recall pouco antes da alta temporada, suspender a produção e resolver o problema rapidamente, o que lhe custou milhões de dólares na época. O console voltou a ser produzido com uma nova placa-mãe que resolvia o problema, e terminou vendendo muito mais que o seu principal concorrente, o Sega SG-1000: mais de 2,5 milhões de unidades foram vendidas no Japão até o final de 1984.

Enquanto isso, nos EUA, a Nintendo tentou um acordo com a Atari para trazer o console ao mercado norte-americano. Entretanto, com a quebra do mercado de consoles nos EUA e os problemas financeiros da companhia americana, o acordo nunca entrou em vigor. Com a quebra da indústria, os consoles passaram a ser vistos como algo fora de moda e a Nintendo tentou vender o produto como um computador pessoal completo: o Nintendo Advanced Video System com teclado, gravador de fita cassete, e um cartucho interpretador da linguagem BASIC. Até a aparência do console mudou radicalmente para não se parecer em nada com a versão japonesa, trocando o branco e vermelho pelo cinza e adotando uma forma quadrada como a de outros eletrônicos da época. Mesmo assim o sistema, apresentado em 1984, não despertou muito interesse na América.

No ano seguinte (1985), a Nintendo voltaria com uma versão simplificada do AVS, certificando-se de que a sua aparência não se parecesse em nada com um console de e evitando termos associados à indústria de videogames (cartucho, controle, etc.) e rebatizando o sistema de Nintendo Entertainment System (NES). Para evitar a associação com os videojogos, até o compartimento do cartucho mudou de lugar, para a parte frontal do aparelho. Os controles do Famicom, que eram fixos no aparelho, deram lugar a controles que se conectavam através de portas de 7 pinos.

Somente após fortes campanhas de demonstração, muito telemarketing e contratos sem riscos para os compradores, a Nintendo conseguiu 500 varejistas para apoiar o produto e realizar um teste de mercado em Nova Iorque. Nos EUA, o console foi lançado em 18 de outubro de 1985 com uma biblioteca de 18 jogos. Desde então o console decolou no ocidente, ficando à frente dos seus principais competidores, o Atari 7800 e o Sega Master System (exceto no Brasil), e dominando o mercado pelo resto dos anos 1980.

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Duck Hunt, um dos mais icônicos jogos do NES. Nos Vinha incluído na compra do console, em um cartucho que compartilhava com o jogo Super Mario Bros. Para jogar era necessário conectar a pistola.

O presidente da Nintendo, Hiroshi Yamauchi acreditava que a Atari entrou em colapso porque deu liberdade demais às desenvolvedoras e inundou o mercado com jogos ruins (E.T. que o diga). Para resolver este problema, a Nintendo incluiu no seu console um sistema de bloqueio de software não licenciado (pirata) e criou o seu próprio sistema de licenciamento para garantir a qualidade dos jogos. Isto, é claro, sem falar nos jogos que a própria Nintendo desenvolvia, como os da franquia Mario. Por exemplo, Super Mario Bros., cartucho que vinha junto com o console, é até hoje um dos jogos mais vendidos da história, com 7 milhões de cópias vendidas na América e 4 milhões de cópias vendidas no Japão.

Bateu a saudade? A Nintendo lançou recentemente o NES Classic Edition, uma réplica em miniatura do Nintendinho original com 30 jogos clássicos na memória, incluindo Super Mario Bros., The Legend of Zelda, Mega Man 2, Metroid, Castlevania e Kirby’s Adventure.

Link para a página do NES Classic Edition no site da Nintendo.