Glosario Trilíngüe: Armas de Filo

Acá te dejo otro corto glosario para que uses en tu proceso de localización de juegos. Muy útil si estás trabajando en proyectos de género RPG, estrategia o aventura. Este glosario tiene 23 entradas y está enfocado en armas de filo como espadas y cuchillos, y términos relacionados (“de dos manos”, etc.)

Swiss longsword, 15th or 16th century.
Espada larga suiza, siglo XV o XVI.

Adelante, toma lo que necesites:

Enlace al Glosario Trilíngüe: Armas de Filo

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Glossário Trilíngue: Armas de Lâmina

Eis aqui outro glossário curto para utilizar no seu processo de localização de jogos. Muito útil se você estiver trabalhando em projetos do gênero RPG, estratégia ou aventura. Este glossário contém 23 verbetes e está focado em armas de lâmina como espadas e facas, assim como termos relacionados (“de duas mãos”, etc.)

Swiss longsword, 15th or 16th century.
Montante suíça, século XV ou XVI.

O link está abaixo, é só pegar o que precisar:

Link para o Glossário Trilíngue: Armas de Lâmina

Glosario trilíngüe: armadura medieval y renacentista

¿Sabes cómo se llama esta parte de la armadura que protege al pecho? Pro tip: no se llama pectoral. Si trabajas desarrollando juegos o con arte conceptual y estás involucrado en algún proyecto con temática medieval o fantástica, es importante conocer la anatomía de las armaduras históricas reales y como se llaman sus partes. El conjunto completo de la armadura de placas, por ejemplo, se llama arnés (en inglés: body harness, en portugués: arnês).

Rustning,_Gustav_Vasa_-_Livrustkammaren_-_24359.tif
Armadura de Gustavo I de Suecia, hecha en 1540.

A continuación comparto un enlace para un pequeño glosario de 23 entradas, con los nombres de las piezas de la armadura de placas medieval y renacentista en inglés, portugués y español:

Enlace al Glosario Trilíngüe: Armadura Medieval y Renacentista

Glossário trilíngue: armadura medieval e renascentista

Sabe como se chama aquela parte da armadura que protege o ombro? Então, não é ombreira. Se você trabalha desenvolvendo jogos ou com arte conceitual e está em algum projeto com temática medieval ou fantástica, é importante conhecer a anatomia das armaduras históricas reais e como se chamam as suas partes. O conjunto completo da armadura de placas, por exemplo, chama-se arnês (em inglês: body harness, em espanhol: arnés).

Rustning,_Gustav_Vasa_-_Livrustkammaren_-_24359.tif
Armadura de Gustavo I da Suécia, de 1540.

A seguir compartilho um link para um pequeno glossário de 23 verbetes, com os nomes das peças da armadura de placas medieval e renascentista, em inglês, português e espanhol:

Link para o Glossário Trilíngue: Armadura Medieval e Renascentista

O Reacionário Autêntico

Nicolás Gómez Dávila in Revista de la Universidad de Antioquia, Nº. 240 (Abril–Junho de 1995), p. 16-19. Tradução do espanhol para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos.

A existência do reacionário autêntico escandaliza o progressista. Sua presença vagamente o incomoda. Ante a atitude reacionária, o progressista sente um leve menosprezo, acompanhado de surpresa e desassossego. Para aplacar seus receios, o progressista costuma interpretar esta atitude intempestiva e chocante como dissimulação de interesses ou sintoma de estultícia; mas só o jornalista, o político e o tolo não se embaraçam, secretamente, ante a tenacidade com que as mais altas inteligências do Ocidente, já há cento e cinquenta anos, acumulam objeções contra o mundo moderno. Um desdém complacente não parece, de fato, a contestação adequada a uma atitude onde se irmana um Goethe a um Dostoievski. Mas se todas as teses do reacionário surpreendem o progressista, a mera postura reacionária o desconcerta.

cristo-no-deserto-ivan-kramskoy
Cristo no Deserto, de Ivan Kramskoy.

Que o reacionário proteste contra a sociedade progressista, a julgue e a condene, mas que se resigne, entretanto, ao seu atual monopólio da história, parece-lhe uma posição extravagante. O progressista radical, por uma parte, não compreende como o reacionário condena um fato que admite, e o progressista liberal, por outra, não entende como admite um fato que condena. O primeiro lhe exige que renuncie a condenar se reconhece que o fato é necessário, e o segundo que não se limite a abster-se se confessa que o fato é reprovável. Aquele o incita a render-se, este a agir. Ambos censuram sua passiva lealdade à derrota. O progressista radical e o progressista liberal, de fato, repreendem o reacionário de maneira distinta, porque um sustenta que a necessidade é razão enquanto o outro afirma que a razão é liberdade. Uma visão distinta da história condiciona suas críticas. Para o progressista radical, necessidade e razão são sinônimos: a razão é a substância da necessidade, e a necessidade é o processo em que a razão se realiza. Ambas são uma só torrente de existências.

A história do progressista radical não é a soma do meramente acontecido, mas uma epifania da razão. Mesmo quando prega que o conflito é o mecanismo vetor da história, toda superação resulta de um ato necessário, e a série descontínua dos atos é a senda que traçam, ao avançar sobre a carne vencida, os passos da razão indeclinável. O progressista radical só adere à idéia que a história cauciona, porque o perfil da necessidade revela os traços da razão nascente. Do próprio curso da história emerge a norma ideal que o nimba. Convencido da racionalidade da história, o progressista radical incumbe a si mesmo o dever de colaborar com o seu sucesso. A raiz da obrigação ética jaz, para ele, na nossa possibilidade de impulsionar a história aos seus próprios fins. O progressista radical se inclina sobre o fato iminente para favorecer sua vinda, porque ao atuar no sentido da história a razão individual coincide com a razão do mundo. Para o progressista radical, pois, condenar a história não é só uma empresa vã, mas também uma empresa estúpida. Empresa vã porque a história é necessidade; empresa estúpida porque a história é razão.

O progressista liberal, por outro lado, instala-se na pura contingência. A liberdade, para ele, é substância da razão, e a história é o processo em que o homem realiza sua liberdade. A história do progressista liberal não é um processo necessário, mas a ascensão da liberdade humana à plena posse de si mesma. O homem forja sua história impondo à natureza a decisão de sua livre vontade. Se o ódio e a cobiça arrastam o homem entre labirintos sangrentos, a luta se realiza entre liberdades pervertidas e liberdades retas. A necessidade é, meramente, o peso opaco de nossa própria inércia, e o progressista liberal estima que a boa vontade pode resgatar o homem, em qualquer instante, das servidões que o oprimem.

O progressista liberal exige que a história se comporte de acordo com o que sua razão postula, posto que a liberdade a cria; e como sua liberdade também engendra as causas que defende, nenhum fato pode primar contra o direito que a liberdade estabelece. O ato revolucionário condensa a obrigação ética do progressista liberal, porque romper o que a estorva é o ato essencial da liberdade que se realiza. A história é uma matéria inerte moldada por uma vontade soberana. Para o progressista liberal, portanto, resignar-se à história é uma atitude imoral e estúpida. Estúpida porque a história é liberdade; imoral porque a liberdade é nossa essência.

O reacionário, no entanto, é o estulto que assume a vaidade de condenar a história, e a imoralidade de resignar a ela. Progressismo radical e progressismo liberal elaboram visões parciais. A história não é necessidade, nem liberdade, senão sua integração flexível. A história, de fato, não é um monstro divino. A cortina de poeira humana não parece levantar-se como sob o hálito de uma besta sagrada; as épocas não parecem ordenar-se como estágios na embriogenia de um animal metafísico; os fatos não se imbricam uns aos outros como escamas de um peixe celeste. Mas se a história não é um sistema abstrato que germina sob leis implacáveis, tampouco é o dócil alimento da loucura humana. A gana e vontade gratuita do homem não são seu reitor supremo. Os fatos não se moldam, como uma pasta viscosa e plástica, entre dedos afanados.

De fato, a história não resulta de uma necessidade impessoal, nem de um capricho humano, mas de uma dialética da vontade onde a opção livre se desenvolve em conseqüências necessárias. A história não se desenvolve como um processo dialético único e autônomo, que prolonga em dialética vital a dialética da natureza inanimada, senão em um pluralismo de processos dialéticos, numerosos como os atos livres e atados à diversidade de seus solos carnais. Se a liberdade é o ato criador da história, se cada ato livre engendra uma história nova, o livre ato criador se projeta sobre o mundo em um processo irrevogável. A liberdade secreta a história como uma aranha metafísica a geometria de sua teia. A liberdade, de fato, aliena-se no próprio gesto em que se assume, porque o ato livre possui uma estrutura coerente, uma organização interna, uma proliferação normal de consequências. O ato se desdobra, dilata e expande de acordo com seu caráter íntimo e com sua natureza inteligível. Cada ato submete uma parte do mundo a uma configuração específica.

A história, portanto, é uma liga de liberdades endurecidas em processos dialéticos. Quanto mais fundo seja o estrato de onde brota o ato livre, mais variadas são as zonas de atividade que o processo determina, e maior sua duração. O ato superficial e periférico se esgota em episódios biográficos, enquanto o ato central e profundo pode criar uma época para uma sociedade inteira. A história se articula, assim, em instantes e em épocas: em atos livres e em processos dialéticos. Os instantes são sua alma fugitiva, as épocas seu corpo tangível. As épocas se estendem como trechos entre dois instantes: seu instante germinal, e o instante onde clausura o ato incoativo de uma nova vida. Sobre dobradiças de liberdade giram portas de bronze. As épocas têm uma duração irrevogável: o encontro com processos surgidos desde uma maior profundidade pode interrompê-las, a inércia da vontade pode prolongá-las. A conversão é possível, a passividade familiar. A história é uma necessidade que a liberdade engendra e a casualidade destroça.

As épocas coletivas são o resultado de uma comunhão ativa em uma decisão idêntica, ou da contaminação passiva de vontades inertes; mas enquanto dura o processo dialético para o qual as liberdades se inclinaram, a liberdade do inconforme se retorce em uma ineficaz rebeldia. A liberdade social não é opção permanente, mas brandura repentina na conjuntura das coisas. O exercício da liberdade supõe uma inteligência sensível à história, porque diante da liberdade alienada de uma sociedade inteira o homem só pode ouvir o ruído da necessidade que se quebra. Todo propósito se frustra se não se insere nas fendas cardeais de uma vida.

Frente à história a obrigação ética de atuar surge somente quando a consciência aprova a finalidade que momentaneamente impera, ou quando as circunstâncias culminam em uma conjuntura propícia à nossa liberdade. O homem que o destino coloca em uma época sem fim previsível, e cujo caráter fere os mais profundos nervos de seu ser, não pode sacrificar, atropeladamente, sua repugnância a seus brios, nem sua inteligência à sua vaidade. O gesto espetacular e vão merece o aplauso público, e o desdém daqueles a quem a meditação reclama. Nas paragens sombrias da história, o homem deve se resignar a minar com paciência as soberbas humanas. O homem pode, assim, condenar a necessidade sem se contradizer, mesmo que não possa agir senão quando a necessidade se derruba. Se o reacionário admite a atual esterilidade dos seus princípios e a inutilidade das suas censuras, não é porque lhe baste o espetáculo das confusões humanas. O reacionário não se abstém de agir porque o risco o espanta, mas porque estima que atualmente as forças sociais se inclinam rapidamente para uma meta que desdenha. Dentro do atual processo, as forças sociais cavaram seu curso na rocha, e nada mudará seu rumo enquanto não deságüem no raso de uma planície incerta. A gesticulação dos náufragos só faz fluir seus corpos paralelamente à outra margem. Mas se o reacionário é impotente em nosso tempo, sua condição o obriga a testemunhar seu asco. A liberdade, para o reacionário, é submissão a um mandato.

De fato, ainda que não seja nem necessidade, nem capricho, a história, para o reacionário, não é, entretanto, dialética da vontade imanente, mas uma aventura temporal entre o homem e o que lhe transcende. Suas obras são traços, sobre a areia revolvida, do corpo do homem e do corpo do anjo. A história do reacionário é um farrapo, rasgado pela liberdade do homem, que tremula ao sopro do destino. O reacionário não pode se calar porque sua liberdade não é meramente o asilo onde o homem escapa ao tráfego que o aturde, e onde se refugia para assumir a si mesmo. No ato livre o reacionário não toma, tão somente, posse de sua essência. A liberdade não é uma possibilidade abstrata de escolher entre bens conhecidos, mas a concreta condição dentro da qual nos é outorgada a posse de novos bens. A liberdade não é instância que decide pleitos entre instintos, senão a montanha desde a qual o homem contempla a ascensão de novas estrelas, entre o pó luminoso do céu estrelado. A liberdade coloca o homem entre proibições que não são físicas e imperativos que não são vitais. O instante livre dissipa a vã claridade do dia, para que se erga, sobre o horizonte da alma, o imóvel universo que desliza suas luzes transeuntes sobre o tremor da nossa carne. Se o progressista se inclina ao futuro, e o conservador ao passado, o reacionário não mede seus desejos com a história de ontem ou com a história de amanhã. O reacionário não clama o que há de trazer a próxima alvorada, nem se aferra às últimas sombras da noite. Sua morada se levanta neste espaço luminoso onde as essências o interpelam com suas presenças imortais. O reacionário escapa à servidão da história, porque persegue na selva humana a pegada de passos divinos. Os homens e os fatos são, para o reacionário, uma carne servil e mortal que alentam sopros tramontanos. Ser reacionário é defender causas que não giram sobre o tabuleiro da história, causas que não importa perder. Ser reacionário é saber que apenas descobrimos aquilo que cremos inventar; é admitir que nossa imaginação não cria, senão desnuda corpos brandos. Ser reacionário não é abraçar determinadas causas, nem advogar por determinados fins, mas submeter nossa vontade à necessidade que não constrange, render nossa liberdade à exigência que não compele; é encontrar as evidências que nos guiam adormecidos à margem de lagoas milenares. O reacionário não é o sonhador nostálgico de passados abolidos, é o caçador de sombras sagradas sobre as colinas eternas.